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Paróquia de São João de Brito | Alvalade | Lisboa
Eventos e Celebrações

Para assinalar o dia do nosso padroeiro - S. João de Brito - a Igreja promove o concerto do Coro Sinfónico Lisboa Cantat dirigido pelo maestro Jorge Carvalho Alves, prometendo elevar o coração e a alma de cada um.
Esperemos que desfrutem!
Programa
Pro Defunctis
In Monte Oliveti - Francisco Martins
Ecce vidimus eum (II)
Tenebrae factae sunt
Crux Fidelis - D. João IV de Pt.
Ave Verum - William Bird
Ave Verum - Liszt
Cruxifixus - Antonio Lotti
Stabat Mater (excertos) - Rheinberger
Ave Maria - Bruckner
Abendlied - Reihnberger
Totus Tuus - Gorecki
Biografia do Maestro Jorge Carvalho Alves
Fez os seus estudos no Instituto Gregoriano de Lisboa e na Escola Superior de Música de Lisboa. Frequentou diversos cursos de Direção Coral e Técnica Vocal em Portugal e no estrangeiro, tendo trabalhado com José Robert, Edgar Saramago, Lazlo Heltay, Fernando Eldoro, Anton de Beer, Erwin List, Luís Madureira e Jill Feldmann.
Como tenor, foi membro do Coro da Universidade de Lisboa de 1980 a 1983, cantou como reforço no Coro do Teatro Nacional de S. Carlos em diversas óperas, nas temporadas de 1984 a 1988, ano em que ingressou no Coro da Fundação Calouste Gulbenkian (1988–2001). De 1993 a 1996, participou no projeto “Coro Gregoriano de Lisboa”, com o qual efetuou digressões em Portugal e no Japão. Em 1998, foi convidado a integrar o quarteto vocal masculino Tetvocal, com quem participou em concertos por todo o território nacional e em digressões no Brasil, Tailândia e China, até 2008.
Iniciou a sua carreira como Diretor Coral com o Coro de Câmara Syntagma Musicum, grupo que fundou em 1985 e com o qual obteve o primeiro prémio no concurso “Novos Valores da Cultura – Música Coral” em 1988, atribuído pela Secretaria de Estado da Cultura. A sua atividade enquanto Diretor Coral desenvolveu-se com grupos de todo o continente e ilhas, entre os quais o Coro de Câmara Syntagma Musicum (1985–1997), o Coro Sinfónico Lisboa Cantat (desde 1986), o Coro de Câmara Lisboa Cantat (desde 2006), o Orfeão da Covilhã (1988–92), o Grupo Coral de Lagos (1992–1996), o Coro da Universidade Católica de Lisboa (1993–2002), o Coro do Teatro Nacional de S. Carlos (2001–2004, como maestro assistente), o Coral Luísa Todi (2003–07), o Coro Vox Cordis, de Ponta Delgada (desde 2006, como maestro convidado) e o Coro da Universidade Técnica de Lisboa/Coro da Universidade de Lisboa (1998 a dezembro de 2015). Fundou em 2015 o CILC (Coro Infantil Lisboa Cantat) e o EVUL (Ensemble Vocal da Universidade de Lisboa) (2015–16), em 2016 o CJULC (Coro Juvenil Lisboa Cantat). Desde 2016, tem trabalhado com diversos agrupamentos corais no Luxemburgo, com destaque para o Ensemble Vocal Cantica e o coro Jubilate Musica.
Dirigiu em estreia nacional a Misa Cubana de José Maria Vittier e a Cantata para un silencio de Daniel Schvetz, além diversas obras de compositores portugueses contemporâneos.
Gravou para a RDP, a RTP e a SIC diversos programas musicais, com destaque para a participação no programa Câmara Clara (2008 ) dedicado à atividade coral em Portugal, o concerto de estreia dos 6 Órgãos da Real Basílica Mafra, os concertos com a OML e o CSLC com a Missa Solemnis de Beethoven, Porgy and Bess de Gershwin, Requiem de Verdi, 3 edições da Gala da APCL com a ONP, a OSP e a Orquestra Sinfonia Varsóvia, etc.
Gravou para a Numérica Editora 6 CD com música coral de autores portugueses, onde se destaca a obra de Fernando Lopes-Graça para coro a cappella. Colabora regularmente em estágios corais para jovens em Portugal e no estrangeiro. Lecionou as disciplinas de Coro e Formação Musical no Conservatório Regional da Covilhã, na Escola Profissional de Música de Évora e em diversos estabelecimentos de ensino.
Coro Sinfónico Lisboa Cantat
Fundado em 1977, com a designação Coral Caminhos Novos e, posteriormente, Coral Lisboa Cantat, e é um dos coros da Associação Musical Lisboa Cantat. Ao longo dos anos, sob a direção de João Valeriano, Paulo Brandão, Rui de Matos e, desde 1986, Jorge Carvalho Alves, fez-se uma aposta deliberada na expansão do coro, até alcançar a formação sinfónica com que se apresenta hoje, com cerca de 80 elementos. Não apenas tem contribuído para a divulgação da música erudita portuguesa, estreando regularmente obras de compositores portugueses contemporâneos, como, com esta formação alargada, está em condições de abraçar grandes desafios, com repertórios exigentes e em parceria com diversos maestros e orquestras.
No plano nacional, destacam-se as colaborações com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Filarmónica Portuguesa e a Orquestra Sinfonietta de Lisboa, mas também se apresentou com a Orquestra Clássica de Espinho, Orquestra Clássica do Centro, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra de Câmara da GNR, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra do Norte, Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra Sinfónica Portuguesa e Orquestra XXI. Entre as colaborações internacionais, destacamos a Orquestra Filarmonia de Madrid (Espanha), Orquestra de Timisoara (Roménia), Orquestra Sinfonia de Varsóvia (Polónia) e Royal Philharmonic Concert Orchestra (Inglaterra).
Em Portugal, teve o privilégio de atuar nas principais salas de concerto, teatros e igrejas: Aula Magna da Universidade de Lisboa, Basílica da Estrela, Casa da Música do Porto, Grande Auditório da Culturgest, Grande e Pequeno Auditórios da Fundação Calouste Gulbenkian, Grande e Pequeno Auditórios do CCB, Igreja de São Francisco (Porto), Igreja de São Roque, Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro dos Jerónimos, Real Basílica de Mafra, Sé de Lisboa, Sé Nova de Coimbra, Teatro da Trindade, Teatro Nacional de São Carlos, entre muitos outros. Foi coro associado do CCB na temporada 2010/2011.
É eclético o vasto repertório abordado ao longo dos anos, com grandes obras de música coral a cappella sacra e profana, da Renascença à música contemporânea, com incursões pelo mundo da ópera e do musical, com mais de cinquenta grandes obras para coro e orquestra. Destacam-se as missas de Requiem de G. Verdi, W. A. Mozart, G. Fauré, J. Brahms, M. Duruflé e E. Carrapatoso (estreia mundial), Missa de Glória de G. Puccini, Missa de Nelson, Missa de Santa Teresa, As Estações e A Criação de J. Haydn, Stabat Mater e Petite Messe Solennelle de G. Rossini, Carmina Burana de C. Orff, 2.ª, 3.ª e 8.ª Sinfonias de G. Mahler, Paixão Segundo São João, Oratória de Natal e Oratório da Páscoa deJ. S. Bach, 2.ª Sinfonia de F. Mendelssohn, A Sea Symphony de V. Williams, O Messias de G.F. Händel, Cantata Verbum Caro e Oratória Popular de N. Côrte-Real (estreia da versão sinfónica e estreia mundial, respetivamente), Grande Missa em Dó menor e Vesperae Solennes de Confessore de W. A. Mozart, Cantata de Outubro de S. Prokofiev (estreia em Portugal), Cantata para un silencio de D. Schvetz (estreia mundial), L’enfance du Christ e Romeu e Julieta de H. Berlioz, Missa Solemnis e 9.ª Sinfonia de L. v. Beethoven, Abertura 1812 de S. Rachmaninoff, Os Planetas de G. Holst e Missa Solene em Honra de N.ª Sr.ª de Fátima de Manuel Faria e Joaquim dos Santos. Sublinha-se ainda a participação na ópera O Elixir do Amor de G. Donizetti e na produção musical O Fantasma da Ópera de A. L. Weber.
A qualidade das apresentações em concerto muito deve aos maestros, nacionais e estrangeiros, que dirigiram o coro: Adrian Leaper, Antonio Pirolli, António Vassalo Lourenço, Brian Schembri, Cesário Costa, Christopher Bochmann, Dinis Sousa, Dmitri Jurowsky, Donato Renzetti, Enrico Onofri, Giampaolo Vessella, Hans-Christoph Rademann, João Paulo Santos, José Cura, José Ferreira Lobo, Laurent Petit-Girard, Leonardo García Alarcón, Manuel Ivo Cruz, Marc Tardue, Martin André, Michael Zilm, Miguel Graça Moura, Nicholas Kraemer, Olivier Cuendet, Osvaldo Ferreira, Pedro Amaral, Pedro Carneiro, Pedro Neves, Rui Pinheiro, Theodor Guschlbauer, Vasco Pearce de Azevedo e Zoltán Peskó.
Colaborou em parcerias com o Coro Nacional do Teatro S. Carlos (Requiem de G. Verdi, Gürrelieder de A. Schönberg, a sinfonia Fausto de F. Liszt e a 8.ª Sinfonia de G. Mahler) e com o Coro da Fundação Calouste Gulbenkian (Gürrelieder de Schönberg).
Adicionalmente a esta forte vertente sinfónica, o CSLC trabalha também repertório a cappella, tanto nacional como estrangeiro. Aposta na promoção e divulgação da música e dos compositores portugueses e, neste contexto, tem vindo a gravar a integral da obra coral a cappella de Fernando Lopes-Graça e harmonizações escritas por compositores portugueses dos séculos XX–XXI.