XIV Domingo do Tempo Comum
- paroquiasjbritolis
- há 2 dias
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"Sou manso e humilde de coração."
Mt 11,25-30
Uma palavra fraterna...
Mensagem do Patriarca de Lisboa para o Programa Pastoral 2026-2027
Queridos irmãos e irmãs do Patriarcado de Lisboa,
3. «Vinde e vede». Estas palavras de Jesus revelam-nos algo essencial: a fé nasce sempre de uma experiência. André e João não ficaram apenas a ouvir falar de Jesus. Foram ver onde Ele morava. Permaneceram com Ele. A fé cristã não se transmite apenas por conceitos, mas sobretudo por testemunho, convivência e comunhão. Foi tão decisivo aquele encontro que o evangelista até anota: «Eram as quatro horas da tarde» (Jo 1, 39).
Não aprenderam uma teoria, nem descobriram um código ético: encontraram-se com a pessoa de Jesus Cristo e nunca mais se esqueceram do momento em que isso aconteceu.
Hoje, talvez mais do que nunca, somos chamados a criar espaços onde seja possível fazer assim experiência de Deus. As nossas paróquias, comunidades, movimentos, grupos, famílias e obras eclesiais devem tornar-se lugares onde alguém possa encontrar um rosto acolhedor, uma palavra verdadeira, uma presença fraterna e, através disso, descobrir Cristo vivo.
A pastoral não pode reduzir-se a uma gestão de atividades. Evangelizar é introduzir na relação com Jesus. E ajudar cada pessoa a sentir-se olhada, amada e chamada por Deus.
4. Neste horizonte, torna-se particularmente importante redescobrir a dimensão missionária da Igreja. Não podemos esperar passivamente que as pessoas venham. O Evangelho mostra-nos sempre um Deus que toma a iniciativa, que vai ao encontro, que chama pelo nome. Também nós somos chamados a esta coragem missionária.
Precisamos de comunidades abertas, capazes de acolher perguntas, fragilidades e buscas. Precisamos de uma pastoral que saiba escutar, acompanhar e integrar.
Precisamos de cristãos que não tenham medo de testemunhar a beleza da fé no meio do mundo.
Talvez uma das grandes pobrezas contemporâneas seja precisamente a falta de esperança. Muitas pessoas vivem sem horizonte, sem referências, sem uma razão profunda para caminhar. Ora, quem encontrou Cristo não pode guardar essa alegria apenas para si.
+ RUI, Patriarca de Lisboa

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