XVIII Domingo do Tempo Comum
- paroquiasjbritolis
- há 14 horas
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Uma palavra fraterna...
Este gesto continua hoje presente na Igreja. É Jesus que com a Sua Palavra e os Seus gestos continua a saciar esta multidão, que, por sua vez, transferem para as suas vidas o mesmo gesto de partilha e fraternidade, saciando deste modo esse desejo de felicidade que habita em nossos corações.
A multiplicação dos pães, prelúdio da Eucaristia que Jesus confiará aos seus discípulos como testamento na noite antes de ser entregue e que culminará dando a vida ao morrer na cruz, é uma síntese e define toda a vida de Jesus, porque toda a Sua vida é Eucaristia, é doação, é entrega de Si mesmo aos outros para que tenham vida e vida em plenitude.
Todas as refeições do Senhor no Evangelho, convidam-nos a reconhecer algo mais que transcende tudo quanto nelas se descreve. Recordemo-nos da Bodas de Canaã, ou, a refeição em casa de Mateus e, até mesmo a Última Ceia. Não são apenas situações que espelham a comensalidade dos intervenientes, uma amizade, uma comunhão, mas, espelham também, a realização dos anúncios messiânicos prescritos no Antigo Testamento. E, simultaneamente orientam-nos para a dimensão escatológica: o da realização do Reino de Deus.
Eis-nos chegados a esse momento central do Evangelho que é a multiplicação dos pães e dos peixes. É Jesus que vem saciar a nossa fome: Jesus, em pessoa, põe a mesa no deserto para uma multidão esfomeada (Mt 14, 15-21).
Retorno à felicidade do Paraíso e renovação dos milagres do Êxodo. Estas obras de Cristo anunciam um outro banquete, a Eucaristia, e, através dele, o festim escatológico.
Hoje, não podemos deixar de nos interrogar como, cada celebração da Eucaristia, transforma e renova as nossas vidas?
O que não podemos deixar de fazer para que este alimentarmo-nos de Cristo, pão vivo descido do céu, faça de nós testemunhas desta fraternidade e solidariedade para com todos?
Como o alimento deste encontro faz de mim uma melhor pessoa?
Para todos, principalmente aos que mais precisam, uma palavra de esperança, fraterna e amiga,
Pe João Valente

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