XXVII Domingo do Tempo Comum

Uma palavra fraterna...
A parábola dos "vinhateiros homicidas" situa-se na última etapa do ministério de Jesus, após a Sua entrada em Jerusalém. Neste contexto, a narrativa do evangelista Mateus, integra-se numa série de controvérsias com as autoridades religiosas que questionam a Sua origem, a Sua autoridade...
Jesus, evoca deliberadamente a imagem da vinha do profeta Isaías descrita na primeira leitura deste domingo.
O proprietário reproduz quase exatamente as ações descritas pelo profeta, mas. enquanto Isaías identificava a vinha com o povo, Mateus dirige a sua atenção para os arrendatários, que aqui simbolizam as autoridades: "príncipes dos sacerdotes e anciãos do povo". Os servos representam os profetas enviados a Israel ao longo da história, onde o Filho ocupa um lugar dominante.
Deste modo, a parábola é uma reinterpretação da rejeição que Jesus viveu.
O momento decisivo da parábola acontece quando Jesus pede aos seus interlocutores que pronunciem a sentença e emitam um juízo que acaba por recair sobre eles mesmos.
A citação do salmo 118: "A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular"; introduz uma nova imagem para nos explicar a inversão de expectativas produzida pela intervenção de Deus.
A sentença final é dedicada aos dirigentes que rejeitaram a vontade de Deus e sublinha que a pertença ao Reino exige uma proatividade concordante com essa vocação.
O critério decisivo é a capacidade de responder com os frutos esperados: justiça, verdade e amor.
Até onde estamos nós dispostos para construir um mundo melhor? Mais justo, fraterno e humano?
Somos trabalhadores, presença transformadora na vinha do Senhor?
Para todos, e através de cada um de vós, junto daqueles que mais precisam, uma palavra de conforto e de esperança, fraterna e amiga, nesta celebração da vitória do amor.
Pe. João Valente.

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