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XXX Domingo do Tempo Comum

há 5 horas
2 min de leitura

Uma palavra fraterna...


Tudo na vida cristã brota do amor de Deus e do amor ao próximo, não como duas realidades distintas ou separadas mas, como duas realidades que se confundem. O nosso amor por Jesus só se tornará autêntico, verdadeiro, se se traduzir por um amor ao próximo, a quem Ele nos chama a amar com todo o coração, com toda a alma, sem reservas.


A primeira leitura do Livro do Êxodo torna tudo isto muito concreto. Deus fala com urgência sobre o cuidado e atenção para com os vulneráveis: o estrangeiro, a viúva, o órfão e o pobre.


O nosso cuidado por eles, revela e torna manifesto o nosso amor a Deus. Demonstra-se assim. se a nossa relação com Deus é real. Jesus tornará tudo isto muito mais claro quando afirma que a forma como tratamos o faminto, o sedento, o nu, o estrangeiro, o doente ou o encarcerado é a forma como O tratamos a Ele (Mt 25,31-46).


Se partilhar o amor de Deus com o próximo é tão essencial para a vida cristã, por que razão é, às vezes, tão difícil? A resposta encontra-se na segunda leitura, quando São Paulo recorda aos cristãos de Tessalónica como começou a sua fé: não simplesmente como um ensinamento que receberam, mas como um encontro que os transformou. "o Evangelho que pregamos não foi apresentado somente com palavras, mas com poder, com o Espírito Santo", o que os ajudou a converter-se "dos ídolos para servir ao Deus vivo e verdadeiro." Não podemos realmente amar como Jesus manda, a menos que tenhamos primeiro encontrado o Seu amor por nós. Somos amados primeiro, e desse amor aprendemos a amar.


Este é o fundamento da atividade missionária da Igreja. Na sua mensagem para o Dia Mundial das Missões de 2026, o Papa Leão XIV sublinhou que o amor é a "essência" da missão da Igreja. Disse: "A missão dos discípulos e de toda a Igreja é a continuação, no Espírito Santo, da missão de Cristo: uma missão que nasce do amor, que se vive no amor e que conduz ao amor. [...] Os Apóstolos, portanto, evangelizaram movidos pelo amor de Cristo e por Cristo (cf. 2 Cor 5, 14). Da mesma forma, ao longo dos séculos, numerosos cristãos, mártires, confessores, missionários, deram a vida para dar a conhecer este amor divino ao mundo. Assim, a missão evangelizadora da Igreja continua guiada pelo Espírito Santo, Espírito de amor, até ao fim dos tempos."


Para todos, e através de cada um de vós, junto daqueles que mais precisam, uma palavra de conforto e de esperança, fraterna e amiga, nesta celebração da vitória do amor.

Pe. João

 
 
 

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