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Domingo do Batismo do Senhor


11 de janeiro de 2026

« Este é o meu Filho muito amado ...»

(Mt 3, 13-17)

Uma palavra fraterna....


Celebramos a Festa do Baptispo do Senhor...


Se, por um lado encerramos o ciclo das festas da epifania, isto é, da manifestação do amor de Deus na pessoa de Jesus, por outro, iniciamos esse tempo no qual Jesus caminha a nosso lado ajudando-nos a superar-nos a nós mesmos. O que nesta circunstancia significa também revisitarmos e reavivarmos a graça do nosso baptismo...


Viver como filhos de Deus, como cristãos, talvez as palavras do Papa Leão, no encerramento do ano Santo nos possam ajudar na renovação deste compromisso:


"Sempre que se trata das manifestações de Deus, a Sagrada Escritura não esconde este tipo de contrastes: alegria e perturbação, resistência e obediência, medo e desejo. Celebramos hoje a Epifania do Senhor, conscientes de que, na sua presença, nada permanece como antes. Este é o início da esperança. Deus revela-se e nada pode permanecer imóvel. Acaba-se uma certa tranquilidade, aquela que leva os melancólicos a repetir: «Nada há de novo debaixo do Sol» (Ecl 1, 9). Começa algo do qual dependem o presente e o futuro, ...


[..]"A Porta Santa desta Basílica que, por último, hoje foi fechada, recebeu o fluxo de inúmeros homens e mulheres, peregrinos de esperança, a caminho da Cidade cujas portas estão sempre abertas, a nova Jerusalém (cf. Ap 21, 25). Quem foram eles e o que os motivava? No final do Ano Jubilar, questiona-nos com particular seriedade a busca espiritual dos nossos contemporâneos, muito mais rica do que talvez possamos compreender. Milhões deles atravessaram a soleira da Igreja. E o que encontraram? Que corações, que atenção, que acolhimento? [...] São pessoas que aceitam o desafio de arriscar cada um a própria viagem, que num mundo conturbado como o nosso, sob muitos aspetos repulsivo e perigoso, sentem a necessidade de partir, de procurar."


"Homo viator", assim diziam os antigos. Somos vidas a caminho. O Evangelho compromete a Igreja a não ter medo desse dinamismo, mas a apreciá-lo e a orientá-lo para o Deus que o suscita. É um Deus que pode perturbar-nos, porque não está imóvel nas nossas mãos como os ídolos de prata e ouro: pelo contrário, é vivo e vivificante, como aquele Menino que Maria acolheu nos seus braços e que os Magos adoraram.


Os lugares santos, como as catedrais, as basílicas, os santuários, que se tornaram destinos de peregrinação jubilar, devem difundir o perfume da vida, a impressão indelével de que um outro mundo começou.


Perguntemo-nos: há vida na nossa Igreja? Há espaço para o que está a nascer? Amamos e anunciamos um Deus que nos põe novamente a caminho?" Para todos e, através de cada um de vós, junto daqueles que mais precisam, uma palavra de conforto, esperança, animo e coragem...


Nós, peregrinos de Esperança, celebrando o mistério da Epifania do Senhor.

Fraternalmente,

Pe. João Valente.

 
 
 

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