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II Domingo da Páscoa


Uma palavra fraterna...


Cristo ressuscitou! Feliz Páscoa!


Desde há séculos, a Igreja canta exultante o acontecimento que é a origem e o fundamento da sua fé: «O Senhor da vida estava morto / mas agora, vivo, triunfa. / Sabemos e acreditamos: / Cristo ressuscitou dos mortos: / Ô Rei vitorioso, / tende piedade de nós» (Sequência Pascal).


A Páscoa é uma vitória: da vida sobre a morte, da lue sobre as trevas, do amor sobre o ódio.

Uma vitória a um preço muito alto: Cristo, o Filho do Deus vivo (cf. Mt 16, 16), teve de morrer, e morrer numa crus, depois de ter sofrido uma condenação injusta, de ter sido ridicularizado e torturado, e de ter derramado todo o seu sangue. Como verdadeiro Cordeiro imolado, tomou sobre si o pecado do mundo (cf. Jo 1, 29; IPe 1, 18-19) e assim nos libertou a todos do domínio do mal, e conosco também a criação.


Mas como é que Jesus venceu? Com que força derrotou de uma vez para sempre o antigo Adversário, o Príncipe deste mundo (cf. Jo 12, 31)? Com que poder ressuscitou dos mortos, não regressando à vida anterior, mas entrando na vida eterna e abrindo assim, na sua própria carne, a passagem deste mundo para o Pai?


Esta força, este poder é o próprio Deus, Amor que cria e gera, Amor fiel até ao fim, Amor que perdoa e resgata.

Cristo, o nosso «Rei vitorioso», travou e venceu a sua batalha através do abandono confiante à vontade do Pai, ao seu desígnio de salvação (cf. Mt 26, 42). Assim, percorreu até ao fim o caminho do diálogo, não com palavras, mas com obras: para nos encontrar a nós, que estávamos perdidos, fez-se carne; para nos libertar a nós, que éramos escravos, fes-se escravo; para nos dar vida a nós, mortais, deixou-se matar na cruz.


A força com que Cristo ressuscitou é completamente não violenta. É semelhante à de um grão de trigo que, ao decompor-se na terra, cresce, abre passagem pelas leivas, germina e transforma-se numa espiga dourada. E ainda mais semelhante à do coração humano que, ferido por uma ofensa, rejeita o instinto de vingança e, cheio de piedade, reza por quem o ofendeu.

(Mensagem de Páscoa, Papa Leão XIV)


Uma Santa e feliz Páscoa, na alegria de Cristo ressuscitado.., peregrinos de Esperança...


Fraternalmente,

Pe. João Valente.

 
 
 

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