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IV Domingo da Quaresma



Uma palavra fraterna...


No diálogo de Jesus com Nicodemos, somos convidados a mergulhar no mistério do escândalo da Cruz. Se por um lado, a Cruz é sinal de tortura, humilhação, sofrimento, morte, por outro, diz-nos até onde vai esse amor de Deus por nós.



Ver o Filho do Homem elevado na Cruz, é reconhecer as consequências do nosso pecado, mas, também, o perdão, a misericórdia, e o imenso amor de Deus.


Neste nosso itinerário quaresmal, Deus conduz-nos à liberdade. Deus quer iluminar os nossos corações com a graça da Sua luz, do Seu amor, para sermos capazes de nos superar a nós mesmos. Diz-nos o Senhor: "a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras".


Somos chamados a vencer o nosso comodismo, a nossa indiferença, a nossa autossuficiência, o nosso orgulho, a nossa inveja, a maledicência, ciúme, vaidade ou soberba... A Palavra de Deus, desafia-nos a um caminho de conversão, que se deve entender antes de mais, como o reconhecimento da nossa fragilidade, das nossas fraquezas, das nossas infidelidades.


Brilhe esta luz em nossos corações. Reacenda-se o fogo do amor que tudo renova.

Nós, não somos cristãos, porque amamos a Deus. Somo-lo de facto, por temos a certeza e a confiança, desse amor incondicional de Deus por nós e, por todos.


O amor de Deus é a origem e o fundamento da nossa esperança.

Por isso rezamos: todos os anos concedeis aos vossos fiéis a graça de se prepararem, na alegria do coração purificado, para celebrar as festas pascais, a fim de que, pela oração mais intensa, pela caridade mais diligente, participando nos mistérios da renovação cristã, alcancem a plenitude da filiação divina. "


Para todos, e através de cada um de vós, junto daqueles que mais precisam, uma palavra de conforto, de coragem, ânimo, fraterna e amiga, nesta celebração de, peregrinos para a liberdade.


Pe. João Valente.

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