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V Domingo da Quaresma




Uma palavra fraterna...


Às portas da Semana Santa, que terá o seu inicio no Domingo de Ramos, somos hoje convidados a escutar, uma das imagens mais belas e eloquentes do mistério Pascal: o grão de trigo, que lançado à terra, morre para dar fruto.


Se por um lado, nos remete para sentido da morte e ressurreição do Senhor, por outro, não deixa de ser uma referência ao mistério da Eucaristia que todos os

Domingos e, para muitos, diariamente, torna alimento de esperança e vida eterna.


Tal como no deserto o Povo de Deus se alimentou do maná descido do Céu, hoje, a Igreja alimenta-se deste pão que é o próprio Senhor ressuscitado que se dá para

alimento em nossas vidas.


Na sua mensagem para a Quaresma, em que o desafio que nos coloca o Santo Padre, Papa Francisco, consistia, em reconhecer, como através do deserto, Deus guia-nos para a liberdade, diz-nos: "Na medida em que esta Quaresma for de conversão, a humanidade extraviada sentirá um estremeção de criatividade: o lampejar duma nova esperança. Quero dizer-vos, como aos jovens que encontrei em Lisboa no verão passado: "Procurai e arriscai; sim, procurai e arriscai. Neste momento histórico, os desafios são enormes, os gemidos dolorosos: estamos a viver uma terceira guerra mundial feita aos pedaços. Mas abracemos o risco de pensar que não estamos numa agonia, mas num parto; não no fim, mas no início dum grande espetáculo. E é preciso coragem para pensar assim". É a coragem da conversão, da saída da escravidão. A fé e a caridade guiam pela mão esta esperança menina. Ensinam-na a caminhar e, ao mesmo tempo, ela puxa-as para a frente".


Para todos, e através de cada um de vós, junto daqueles que mais precisam, uma palavra de conforto, de coragem, ânimo, fraterna e amiga, nesta celebração de, peregrinos para a liberdade.


Pe. João Valente

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