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XI Domingo do Tempo Comum


Uma palavra fraterna...


"Ao ler a Carta Pastoral do Patriarca de Lisboa, fiquei com uma sensação muito forte de interpelação. Não apenas para "a Igreja de Lisboa" em abstrato, mas para nós concretamente, aqui, nesta paróquia.


Porque acho que a carta nos coloca uma pergunta muito séria:

O que significa, hoje, sermos verdadeiramente paróquia?


E digo isto porque, olhando para a nossa realidade, sinto que temos muitas coisas boas. Temos pessoas muito dedicadas. Temos grupos vivos. Temos iniciativas importantes. Temos escuteiros muito ativos, catequese, centro paroquial, várias presenças e serviços que fazem bem e ajudam muita gente...


Mas, ao mesmo tempo, pergunto-me: Somos verdadeiramente uma comunidade pastoral que caminha junta? Ou somos sobretudo várias realidades boas... mas muito separadas entre si?


E digo isto não como crítica, mas como discernimento honesto.


Porque às vezes tenho a sensação de que vivemos muito lado a lado, mas pouco juntos enquanto Paróquia.


Cada grupo vai fazendo o seu caminho, com boa vontade e esforço sincero, mas sem uma visão pastoral verdadeiramente comum.


E talvez esta Carta seja precisamente um apelo a ultrapassar isso.


Porque o Patriarca fala-nos de missão, de comunhão, de Igreja viva, de corresponsabilidade.

E eu acho que isso obriga-nos a ir além da lógica de "cada grupo fazer as suas coisas".


Talvez a pergunta mais importante hoje não seja: "Que atividades temos?"


Mas sim: "O que estamos todos a construir juntos enquanto paróquia?"


Porque uma paróquia não devia ser apenas um conjunto de grupos que coexistem.


Devia ser uma comunidade unida por uma missão comum.


E talvez aqui esteja um dos nossos maiores desafios...


Continua [...]


António Vilaça

 
 
 

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