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XII Domingo do Tempo Comum

Atualizado: 23 de jun.




23 de junho de 2024

«Levantou-se... uma grande tormenta e as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água..."

(Mc4. 35-41)


Uma palavra fraterna e amiga...

Quantas vezes, já vivenciámos nós, essa sensação, de uma forte tempestade ou, tormenta, que abalou os fundamentos da nossa vida, tudo pôs em causa, tudo questionou... Agarrámo-nos à âncora da fé, mas não deixámos de questionar onde está o Senhor? Como me abandonou nesta hora tão critica!....


Tempestades na nossa vida pessoal, tempestades na família, na sociedade, na Igreja...


Recordemos alguma palavras do Papa Francisco durante as Jornadas 2023:

"A vista do oceano, os portugueses são levados a refletir sobre os imensos espaços da alma e sobre o sentido da vida no mundo. Nesta linha, gostaria também eu de partilhar convosco algumas reflexões, deixando-me levar pela imagem do oceano.


[...] No oceano da história, estamos a navegar num momento tempestuoso e sente-se a falta de rotas corajosas de paz. Olhando com grande afeto para a Europa, no espírito de diálogo que a carateriza, apetece perguntar-lhe: Para onde navegas, se não ofereces percursos de paz, vias inovadoras para acabar com a guerra na Ucrânia e com tantos conflitos que ensanguentam o mundo? E ainda, alargando o campo: Que rota estás a seguir, Ocidente? A tua tecnologia, que marcou o progresso e globalizou o mundo, sozinha não basta; e muito menos bastam as armas mais sofisticadas, que não representam investimentos para o futuro, mas empobrecimento do verdadeiro capital humano que é a educação, a saúde, o estado social. Fica-se preocupado ao ler que, em muitos lugares, se investem continuamente os recursos em armas e não no futuro dos filhos. Isto é verdade. Ainda há alguns dias, dizia-me o ecónomo que o investimento que rende melhor é na fabricação de armas. Investe-se mais em armas do que no futuro de nossos filhos. Sonho uma Europa, coração do Ocidente, que use o seu engenho para apagar focos de guerra e acender luzes de esperança; uma Europa que saiba reencontrar o seu ânimo jovem, sonhando a grandeza do conjunto e indo além das necessidades imediatas, uma Europa que inclua povos e pessoas com a sua própria cultura, sem correr atrás de teorias e colonizações ideológicas."


Para todos, e através de cada um de vós, junto daqueles que mais precisam, uma palavra de conforto, esperança, animo e coragem.


Fraternalmente,

Pe. João Valente.

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