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XIV Domingo do Tempo Comum



07 julho 2024
«Estava admirado com a falta de fé daquela gente..."
(Mc 6, 1-6)

Da Mensagem do Patriarca de Lisboa, Programa Pastoral 2024-2026
CAMINHEMOS NA ESPERANÇA!

Com Cristo, missionários do Evangelho, em Igreja sinodal, somos peregrinos de esperança.
3. A Páscoa coroou o chamamento de todos à salvação, explicitando que ninguém pode ser excluído de aceder ao inovador anúncio. Assim, o nosso Programa Pastoral só poderia situar-se no contexto da universalidade (catolicidade), a qual se realiza preponderantemente na efetividade missionária. Sublinhamos três dimensões:

a. Todos são chamados a escutar a Palavra da vida nova de Cristo ressuscitado. O primado da escuta da Palavra (cf. Rm 10, 17) surge quer no mistério da Encarnação, quer na Ressurreição.
O Verbo de Deus encarna porque a Virgem Maria escuta a Palavra do enviado de Deus, por um lado, e, por outro lado, todas as testemunhas escutaram aquela palavra performativa:
«Ressuscitou, não está aqui» (Mt 28, 6). Cristo é Palavra divina, é Palavra criadora, é Palavra eficaz e eficiente. Acolher a Palavra é permitir que Cristo nos cure, nos resgate, nos rasgue horizontes de futuro, nos lance ao largo (cf. Le 5, 4) para tornar Deus presente no nosso tempo e nos nossos contextos. A ação missionária brota, pois, do encontro e da escuta da Palavra.
Todos somos chamados a escutar a criatividade desta boa nova, que coloca todos e cada um em missão, em saída, para dar testemunho alegre do Deus vivo, feito homem em Jesus Cristo.

b. Todos são chamados a participar, a protagonizar uma parábola de transformação, de mudança de vida. Neste incontornável desígnio, não só importa regressar a uma unidade entre vida e anúncio, de modo que a vida dos cristãos seja realização da palavra proclamada, mas, para nós, urge reencontrar o segredo da capacidade criadora do próprio anúncio cristão. Nem a erudição nem a ciência, por si só, farão com que a ação missionária da Igreja de Lisboa fecunde vidas novas, completamente cristoformes (cf1Cor 1, 17).
É imprescindível a proximidade, a envolvência, o testemunho, as causas, as iniciativas, os movimentos. A resposta aos problemas do mundo, a responsabilidade cristã passa pelo fogo do Espírito Santo. Esse sopro vivificador que nos faz relacionar como irmãos e cuidar da casa comum. Sem a capacidade de mover a uma transformação da vida, o Cristianismo poderá deixar de ser a identificação com Cristo, uma forma de pensar, uma cultura, uma hermenêutica da vida... e reduzir-se a uma mera utopia..

† Rui, Patriarca de Lisboa
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