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XXIII Domingo do Tempo Comum


Uma palavra fraterna...


O Evangelho deste Domingo não se circunscreve apenas a um conjunto de normas em ordem a uma dimensão meramente disciplinar, mas, sim, situa-nos na importância dos aspetos pessoais e relacionais, que devem estar presentes entre os membros de uma comunidade cristã.


Como viver esta presença de Cristo, numa Comunidade Cristã?


Como corresponder, às exigências que Jesus nos convida a abraçar, para podermos viver de verdade a radicalidade da vocação cristã?


No evangelho de hoje, duas indicações nos são apresentadas para correspondermos a estes desafios:


Em primeiro lugar, essa sempre difícil e exigente tarefa da: correção fraterna. Toda a comunidade não pode demitir-se se um dos seus membros se afasta do caminho do Evangelho.


A atitude responsável pressupõe o uso de todas a espécie de mediações possíveis: este é o sentido da correção fraterna. A oração comum é inseparável deste processo: só assim o Senhor estará presente no meio da comunidade para a iluminar, para ajudar a "atar" (unir), não a "desatar" (excluir). Esta disciplina do perdão, na Igreja dos primeiros tempos, manifesta até que ponto os primeiros cristãos se deixavam interpelar pelo Evangelho; de outro modo, o seu fervor os conduziria a um sectarismo...


Amar é cumprir a plenitude da Lei.


No início de um novo ano pastoral, no recomeço das atividades é nos dada a oportunidade para seguir com verdade e responsabilidade a Jesus na exigência e na radicalidade da Sua Palavra, do Seu Evangelho.


A mensagem, reafirma a necessidade de, na nossa comunidade, se cultivar o amor recíproco e fraterno, a caridade, a força libertadora do perdão.

Como em todas as Comunidades, a tensão e o conflito não deixarão de se manifestar mas, podem e devem ter solução...


A correção fraterna só se compreende num contexto e num clima de amor fraterno, nunca de vingança, ódio, critica ou condenação.


Para todos, e através de cada um de vós, junto daqueles que mais precisam, uma palavra de conforto e de esperança, fraterna e amiga, nesta celebração da vitória do amor.

Pe. João Valente

 
 
 

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