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XXVIII Domingo do Tempo Comum

há 10 minutos
2 min de leitura

Uma palavra fraterna...


No Evangelho deste Domingo, se por um lado, desperta a nossa atenção, a violência deste Senhor, perante todos aqueles que declinam o convite, por outro lado, desperta também, a nossa atenção, a insistência deste mesmo Senhor, para que todos possam participar neste banquete.


Ninguem se deve sentir excluído deste convite, somos uma Igreja de portas abertas que a ninguém exclui ...


Mas, este é também um Evangelho que nos encaminha para a dimensão missionária da Igreja. Na mensagem que o Santo Padre leão XIV nos dirige, diz: "Um em Cristo.


Discípulos-missionários unidos n'Ele e com os irmãos e irmãs.

No centro da missão está o mistério da união com Cristo.


Antes da sua Paixão, Jesus orou ao Pai: «Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em NoS» (Jo 17,21). Nestas palavras, revela-se o desejo mais profundo do Senhor Jesus e, ao mesmo tempo, a identidade da igreja, comunidade dos seus discípulos: ser uma comunhão que nasce da Trindade e que vive da e na Trindade, ao serviço da fraternidade entre todos os seres humanos e da harmonia com todas as criaturas.


Ser cristão não é, em primeiro lugar, um conjunto de práticas ou ideias: é uma vida em união com Cristo, na qual nos tornamos participantes da relação filial que Ele vive com o Pai no Espírito Santo. Significa permanecer em Cristo como os ramos na videira (cf. Jo 15, 4), imersos na vida trinitária.


Desta união, brota a comunhão recíproca entre os crentes e nasce toda a fecundidade missionária. [..] mas não menos importante, ser «um em Cristo» chama-nos a manter sempre o olhar voltado para o Senhor, para que Ele esteja verdadeiramente no centro da vida pessoal e comunitária, de cada palavra, ação, relação interpessoal, de modo a fazer-nos dizer com admiração: « Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (GI 2, 20). Isto será possível na escuta constante da sua Palavra e na graça dos Sacramentos, para sermos pedras vivas da Igreja, chamada hoje a recolher as instâncias fundamentais do Concílio Vaticano Il e do subsequente Magistério pontifício, em particular, do Papa Francisco. Realmente, como afirma São Paulo, «não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor» (2 Cor 4, 5). Reitero, portanto, as palavras de São Paulo VI: «Não haverá nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados» (Exort. ap. Evangelii nuntiandi,

22). Tal processo de genuína evangelização começa a partir do coração de cada cristão para depois se expandir a toda a humanidade.


Por conseguinte, quanto mais estivermos unidos em Cristo, mais poderemos realizar juntos a missão que Ele nos confia."


Para todos, e através de cada um de vós, junto daqueles que mais precisam, uma palavra de conforto e de esperança, fraterna e amiga, nesta celebração da vitória do amor.


Pe. João Valente.

 
 
 

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