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XXXIII Domingo do Tempo Comum


16 de novembro de 2025

«....nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá»

(Lc 21, 5-19)

Uma palavra fraterna...


Numa linguagem apocalíptica, onde não é fácil distinguir o que possa ser atribuído a Jesus ou à situação que a Comunidade vive, momentos difíceis de perseguição, angustia e medo, o Evangelho recorda-nos que esta é a hora de darmos testemunho da nossa adesão a Jesus e ao Seu projeto de vida.


Celebramos neste Domingo o XI Dia Mundial dos Pobres. Na sua mensagem o Papa Leão diz-nos: "«Tu és a minha esperança, ó Senhor Deus» (SI 71,5). Essas palavras emanam de um coração oprimido por graves dificuldades: «Fizeste-me sofrer grandes males e aflições mortais» (v. 20), diz o Salmista. Apesar disso, o seu espírito está aberto e confiante, porque firme na fé reconhece o amparo de Deus e o professa: «Es o meu rochedo e a minha fortaleza» (v. 3). Daí deriva a confiança inabalável de que a esperança n'Ele não dececiona: «Em ti, Senhor, me refugio, jamais serei confundido» (v. 1).


No meio das provações da vida, a esperança é animada pela firme e encorajadora certeza do amor de Deus, derramado nos corações pelo Espírito Santo. Por isso, ela não dececiona (cf. Rm 5, 5) e São Paulo pode escrever a Timóteo: «Pois se nós trabalhamos e lutamos, é porque pomos a nossa esperança no Deus vivo» (1 Tm 4, 10). O Deus vivo é, verdadeiramente, o «Deus da esperança» (Rm 15, 13), que em Cristo, pela sua morte e ressurreição, se tornou a «nossa esperança» (1 Tm 1, 1). Não podemos esquecer que fomos salvos nesta esperança, na qual precisamos permanecer enraizados.


O pobre pode tornar-se testemunha de uma esperança forte e confiável, precisamente porque professada numa condição de vida precária, feita de privações, fragilidade e marginalização. Ele não conta com as seguranças do poder e do ter; pelo contrário, sofre-as e, muitas vezes, é vítima delas. A sua esperança só pode repousar noutro lugar. Reconhecendo que Deus é a nossa primeira e única esperança, também nós fazemos a passagem entre as esperanças que passam e a esperança que permanece. As riquezas são relativizadas perante o desejo de ter Deus como companheiro de caminho porque se descobre o verdadeiro tesouro de que realmente precisamos. Ressoam claras e fortes as palavras com que o Senhor Jesus exortou os seus discípulos: «Não acumuleis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os corroem e os ladrões arrombam os muros, a fim de os roubar. Acumulai tesouros no Céu, onde a traça e a ferrugem não corroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam» (Mt 6, 19-20). A pobreza mais grave é não conhecer a Deus."


Para todos, e através de cada um de vós, junto daqueles que mais precisam, uma palavra de conforto, esperança, ânimo e coragem.


Peregrinos de Esperança.

Fraternalmente,

Pe. João Valente.

 
 
 

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